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“Não podemos ignorar a sua frustração, a sua ira”. Chefe da McLaren considera que a presença de Lewis Hamilton no Mundial de Fórmula 1 deste ano não é certa

Zak Brown, diretor executivo da primeira equipa de Hamilton na F1, diz que não há garantias de que o inglês continue em pista esta temporada. O heptacampeão do mundo continua desiludido com a forma como perdeu o título para Max Verstappen

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O diretor executivo da equipa McLaren, Zak Brown, veio a público afirmar que não está convencido de que Lewis Hamilton se mantenha na Fórmula 1 este ano. O final controverso da temporada passada, com o inglês a perder o título para Max Verstappen na última volta do último Grande Prémio, deixou marcas profundas no piloto da Mercedes.

As circunstâncias em que o neerlandês conquistou o Mundial de 2021 foram criticadas e defendidas ou, no mínimo, discutidas. Na mira está Michael Masi, o diretor de corrida da FIA que se decidiu pela entrada do safety car em pista de uma forma que muitos consideraram incorreta e levou a que Verstappen se aproximasse irremediavelmente de Hamilton, tirando-lhe capacidade de luta.  

O jornal “The Guardian” refere que, após o protesto da Mercedes junto da FIA, esta concluiu que Masi atuou dentro das regras mas o paddock (quase) todo mostrou-se de tal forma revoltado que o organismo máximo do desporto automóvel deu início a um inquérito detalhado ao episódio. Hamilton chegou a dizer mesmo que a corrida tinha sido “manipulada” para que ele perdesse e está no ar a hipótese de se retirar da F1.

“Não ficaria chocado se ele parasse, por isso ninguém deve tomar como garantida a sua presença este ano. Não podemos ignorar a sua frustração, a sua ira. Talvez ele ainda não tenha tomado uma decisão e esteja a temporizar para decidir de forma assertiva. Uma vez tomada a decisão, ele não vai voltar atrás”, disse Brown.

A verdade é que Lewis Hamilton não teceu mais qualquer comentário público desde o fim da corrida e da acusação de manipulação do resultado. A Mercedes tem dado a entender que o inglês irá basear qualquer decisão sobre o seu futuro nas ações e conclusões do inquérito iniciado pela FIA.

O organismo tem um novo presidente, Mohammed ben Sulayem, que, segundo o “The Guardian”, já se encontrou com o diretor da equipa Mercedes, Toto Wolff, para discutir o que aconteceu em Abu Dhabi. Ben Sulayem vai conversar com os outros diretores de equipa para que não haja uma repetição da controvérsia.