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Entrevista a Diogo Dalot: “Sendo jovem, tens de passar por adversidades para aprender, senão vais bater com a realidade mais à frente”

No final de um 2021 que classifica como “fantástico”, no qual se estreou pela seleção A e que terminou com a sua consolidação no United, o lateral, em entrevista exclusiva à Tribuna Expresso, fala sobre o crescimento num dos maiores clubes do mundo, onde convive com o “ídolo” Ronaldo e o “líder” Bruno Fernandes. Atento ao futebol nacional, elogia Amorim, recorda o percurso da "especial" geração de 1999 e garante que não lhe “passa pela cabeça” que Portugal falhe o Mundial

Pedro Barata

Ash Donelon/Getty

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Vice-campeão da Europa sub-21, ajudar o Milan a voltar à Champions, estreia na seleção A, presença no Europeu, esta continuidade recente no Manchester United… 2021 foi um bom ano? Qual diria que foi o ponto alto?
Tento sempre tirar o máximo de cada ano, procurando evoluir, não só como jogador, mas também como pessoa. 2021 trouxe-me coisas bastante boas. Espremendo 2021 e pensando nas pequenas conquistas que fui tendo ao longo do ano, e ainda para mais graduais - o que torna as coisas ainda mais saborosas-, foi um ano fantástico e para recordar, sem dúvida. É difícil destacar um só momento, mas claro que a estreia na seleção A foi um ponto alto da minha carreira, até pela forma inesperada como se deu a minha ida ao Europeu. Foi fantástico e, se tivesse de nomear um momento, diria esse.

Foi titular nos últimos quatro jogos da Premier League [entrevista foi feita antes da partida com o Burnley]. Sente que este é o momento em que, pela primeira vez, pode ter continuidade no United?
Eu nunca deixei de sentir que poderia ser o meu momento no United e foi por isso que quis ficar. Era uma questão de tempo… Todo o trabalho que tenho feito fora de campo tem-me ajudado a estar preparado quando tenho oportunidades. É agarrá-las com unhas e dentes e dar dores de cabeça aos treinadores. Sob o ponto de vista individual, tem corrido muito bem.

Como é que um jogador que teve alguns períodos de menor utilização, mas que tem dado a volta por cima, lida com esse dia a dia quando não joga tanto?
O mais importante é acreditares sempre no teu próprio valor. Se eu não achasse que teria capacidade para jogar no United, tentaria outro caminho depois de algumas épocas sem jogar o que queria. Mas sempre acreditei que poderia ser o lateral direito do Manchester United durante muito tempo. Claro que, num clube destes, haverá sempre competição por posições e isso é importante para a equipa, para que ninguém esteja confortável por achar que tem o lugar assegurado. O futebol é o momento, mas é fundamental ser constante: quando as coisas não estão a correr como queres, tens de manter sempre a ambição e a esperança que as coisas irão melhorar.

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