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Pizzi e a grande limpeza de verão

Bruno Vieira Amaral fala da saída agridoce do médio do Benfica em direção ao Médio Oriente, ele que julgou honestamente que, em caso de ataque nuclear ao Seixal, apenas Pizzi sobrevivesse, possivelmente acompanhado de André Almeida

Bruno Vieira Amaral

DeFodi Images/Getty

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É quase certo, e não apenas provável, que nestes últimos quatro anos a minha pena se tenha inclinado para a explicação do fenómeno Pizzi ao qual volto, com moderado alívio, no momento em que as amarras que o prendiam ao Benfica se soltaram e o jogador rumou para as Arábias onde, mesmo que não se encontrem as setenta virgens que a uns estão prometidas, há ouro com fartura para compensar o exílio e as elevadas temperaturas.

E se faço este preâmbulo é para declarar que não olhei para trás para confirmar o que disse e o que não disse sobre Pizzi com receio de cair em contradição. Cair em contradição seria mesmo a melhor homenagem que poderia prestar a Pizzi que viveu estas oito temporadas no Benfica entre louvores e lamentos, entre aplausos e apupos, entre a glória e a ignomínia.

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