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Federação Britânica de Ciclismo pediu que não se andasse de bicicleta no dia do funeral da Rainha. Depois das críticas, vieram as desculpas

O organismo tinha emitido um comunicado com o pedido, mas as críticas obrigaram a um recuo. “Admitimos a frustração e a desilusão”, escreveu a British Cycling nas redes sociais

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Steve Welsh - PA Images/Getty

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A British Cycling – Federação Britânica de Ciclismo – emitiu um comunicado, na passada terça-feira, a pedir aos ciclistas da nação que não pegassem na bicicleta na próxima segunda-feira, dia do funeral da rainha Isabel II. Perante as críticas, com alguns dos afetados a comparar a BC à Stasi, a polícia política da antiga Alemanha de Leste, o organismo recuou e admitiu, no Twitter, esta quinta-feira: “Pedimos desculpa. Errámos desta vez”.

As ameaças ao comunicado inicial incluíram a intenção de cancelamento da inscrição, apontando que o conselho iria fazer com que as pessoas não usassem as bicicletas para ir e vir do trabalho. A medida iria também de encontro ao aconselhamento do governo, que sublinhou não haver qualquer obrigação de cancelar ou adiar eventos durante o período de luto nacional.

No comunicado posterior, o organismo reescreveu a sua recomendação. “Percebo que a decisão sobre andar de bicicleta nesse dia compete aos indivíduos e aos clubes e lamentamos que tenhamos errado. Na British Cycling, lutámos arduamente durante a pandemia para proteger o direito a andar de bicicleta e reconhecemos a frustração e a desilusão que o comunicado de terça-feira provocou”, disseram os responsáveis da BC, adicionando: “Como forma de respeito pela falecida rainha Isabell II, o nosso conselho é que nenhum evento doméstico aconteça no dia do funeral de Estado. (…) Em linha com a orientação da Casa Real, quaisquer clubes que planeiem passeios no dia das cerimónias devem considerar um ajustamento das rotas ou da hora”.