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Roger Schmidt: “O mercado continua aberto e há sempre oportunidades para otimizar a equipa”

Na antevisão à 2.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, em casa do Midtjylland, o treinador do Benfica não quis falar de Ricardo Horta ou de Aursnes, mas deixou em aberto a possibilidade dos encarnados ainda se reforçarem. Para o jogo na Dinamarca, Schmidt promete que a pendente atacante da equipa é para continuar, apesar da vantagem de 4-1

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MIGUEL A. LOPES/EPA

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Midtjylland

“Espero que o adversário traga tudo para dar a volta à eliminatória neste jogo. Neste momento estamos no intervalo e temos mais 90 minutos. A perspectiva é boa para nós, temos vantagem mas eu tenho experiência neste tipo de jogos e o mais importante amanhã é estar lá desde o primeiro segundo. Eles vão tentar tudo e vai ser um jogo exigente, eles obrigam o adversário a trabalhar e têm jogadores rápidos à frente, jogadores muito fortes e físicos, perigosos nas bolas paradas. Temos de estar preparados e mostrar uma boa mentalidade. Esperamos passar ao playoff”

Ricardo Horta e Aursnes

“Para ser honesto neste momento não espero nada, estou focado neste jogo. Já disse várias vezes em conferências de imprensa que o meu trabalho é trabalhar com os jogadores da melhor forma para os jogos. Tudo o que acontece nos bastidores, tem de ficar nos bastidores. Veremos o que acontece nas próximas semanas. O mercado continua aberto para nós e para as restantes equipas e há sempre oportunidades para otimizar a equipa, mas para já não posso falar de novos jogadores”

João Mário vai viajar?

“O João Mário está melhor, muito melhor. Hoje vamos ver como treina e se não tiver problemas claro que irá viajar connosco. Ainda pode jogar amanhã, mas sem 100% de certezas. Temos de esperar pelo último treino para ver as sensações. Temos de ver como se sente amanhã”

Vai fazer alterações?

“Primeiro temos de ver que jogadores estão disponíveis e depois podemos sempre pensar em alterações. Nos primeiros dois jogos oficiais entrámos com o mesmo 11, porque os jogadores merecem jogar, estão mais habituados uns aos outros, mas podemos sempre fazer alterações ao plano. A decisão definitiva será tomada amanhã. Tenho de ver se o João Mário pode jogar”

Golo com 36 passes

“O mais importante no futebol é ter posse de bola. Tentamos estar focados nestes momentos, criativos, gostamos de ser verticais, queremos atacar a área do adversário, mas também temos de encontrar um bom ritmo durante os jogos. Na sexta-feira, na segunda parte, a jogar frente a 10, tivemos de ter paciência porque o adversário quis defender a sua baliza e o golo que marcámos é um exemplo da pressão que podemos fazer. Na segunda parte estivemos bem, demos a sensação ao adversário que podíamos atacar e marcar. É importante a posse de bola, mas também a organização para estarmos atentos às transições. O nosso mote na pré-época era estarmos preparados, criativos, com muitos movimentos, mas com a defesa preparada. Na sexta-feira fizemos tudo bem, não demos oportunidades para marcar”

Abordagem diferente para a 2.ª mão

“A melhor defesa é estar longe da nossa baliza, por isso não vou estar a defender atrás, a defender o 4-1 da primeira mão. Acreditamos em nós. A nossa ideia é sermos pró-ativos, não queremos que marquem. Se tivermos a bola longe da baliza é a melhor defesa. Eles vão querer contra-atacar, aproveitar as bolas paradas e temos de estar preparados para estes momentos mas também ir para cima deles, com futebol de ataque. A abordagem não vai ser tão diferente do primeiro jogo”

Nova mentalidade

“Estou convicto com o que estamos a fazer com os jogadores. Os jogadores têm de estar convencidos e foi o que fizemos na pré-época, mostrar-lhes as vantagens deste jogo. Gostei muito da atitude dos jogadores, como trabalharam. Agora quando vejo os jogos vejo jogadores convictos, a colocar as ideias em campo, muito conectados. Neste momento a situação é boa, estou contente, mas há margem para melhorar. Acho que os jogadores estão a gostar, temos marcado muitos golos e defendido bem. Mas queremos melhorar”