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Pai de Everton comenta a passagem falhada do filho pelo Benfica: “Chegou a um clube em que, passados uns meses, o presidente foi preso”

Jogador brasileiro estreou-se pelo Flamengo na madrugada desta sexta-feira. Everton foi contratado pelo clube da Luz ao Grémio de Porto Alegre por 20 milhões de euros, em 2020. Saiu para os cariocas por 13,5 milhões, depois de não ter vingado

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Everton estreou-se com a camisola vermelha e negra do Flamengo na madrugada desta sexta-feira. O ex-jogador do Benfica, que nunca vingou na Luz, fez a assistência para um dos quatro golos da equipa frente ao Juventude. Entretanto, o pai do futebolista deu uma entrevista à ESPN, em que comenta a passagem pouco conseguida do filho pelos encarnados.

Para Carlos Alberto Soares, o ambiente vivido no balneário da Luz contribuiu para as dificuldades de adaptação de Everton. Mas o pai do jogador reitera que o clube da águia era um desejo: “O Everton queria ir para o Benfica, tinha o sonho de jogar na Europa. A estrutura do clube é uma das melhores do mundo, mas a adaptação do Everton não foi boa. Tanto a nível familiar, como no Benfica (…) O balneário estava dividido. Ele sentia isso e via-se na imprensa”.

Quando o brasileiro aterrou em Lisboa, já se viviam dias incertos na própria direção do Benfica, como lembra o pai de Everton: “Chegou a um clube em que, passados uns meses, o presidente foi preso”.

“Estava numa equipa pouco entrosada”, acrescenta Carlos Alberto Soares, justificando o regresso do filho ao Brasil.

De acordo com o pai de Everton, o futebolista até poderia ter ido mais cedo para o Rio de Janeiro: “Surgiu o interesse no início do ano, mas, nessa altura, ele nem quis ouvir. Ainda tinha a Liga dos Campeões, a Taça da Liga e o campeonato. No final da época, sim, disse-me que iria voltar para casa para jogar no Flamengo”. Soares confessa que o filho “está feliz, quer recuperar a boa forma e sonha estar no Mundial do Catar”, ao serviço da seleção brasileira.

Everton, agora com 26 anos, foi contratado pelo Benfica em 2020. Os encarnados pagaram 20 milhões de euros ao Grémio de Porto Alegre e esperavam rentabilizar uma promessa do futebol brasileiro que acabava de se estrear na Europa. Menos de dois anos depois, sem que o jogo tecnicista de Everton se tenha conseguido impor, o clube lisboeta vendeu o internacional brasileiro ao Flamengo por 13,5 milhões, com a hipótese de o negócio atingir os 16 milhões de euros, mediante objetivos.