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A casa às costas

“Na Sérvia, tivemos de dar uma volta pela cidade em cima de um tanque de guerra, para comemorar o acesso à Liga dos Campeões”

Após uma experiência enriquecedora na segunda divisão alemã, Tomané viveu tempos menos felizes na Grécia, onde teve ordenados em atraso e um roupeiro que teimava em não cumprir todas as suas funções. Regressou a Portugal, ao Arouca, mas a melhor época a nível individual estava guardada para Tondela, sob o comando de Pepa. A saída para o Estrela Vermelha da sérvia permitiu-lhe conhecer o sabor de ser campeão e jogar na Liga dos Campeões e agora luta na Turquia para subir de divisão

Alexandra Simões de Abreu

Sebastian Frej/MB Media

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Como e porque vai para o MSV Duiburg, da Alemanha?
Eu estava no Vitória, com o mister Sérgio Conceição, entretanto o meu empresário apareceu com essa situação e como eu já via com bons olhos experimentar outras ligas, sair para o estrangeiro, aceitei.

Foi só por isso?
Nós vemos os nossos colegas a sair e é uma coisa que acaba por ser natural, queremos experimentar porque olharmos para fora e vermos o jogador a ser mais valorizado. E financeiramente também é muito melhor. Em miúdos não ganhamos muito e também queremos ter outra qualidade e outras coisas. Foi um bocadinho por aí. Não foi um desafio fácil para mim, mas queria avançar e pedi para sair. Na altura a situação também não estava fácil com o mister, não estava a jogar.

Conversou com ele?
Sim. Se calhar também quis fugir e isso é mau. Se fosse hoje não o fazia, mas na altura devido aquela essa agitação toda que ele provocou, eu não sou muito disso, não queria muita confusão. Tudo aquilo que nos era pedido, tanta exigência, se calhar fugi daquilo tudo, digamos assim, ao querer sair. Por outro lado, as condições que foram oferecidas eram boas. Era aquilo que achava que devia fazer, procurar a minha felicidade fora do país e num outro nível, porque apesar de ser II liga, as condições eram totalmente diferentes. Falei com o mister, lembro-me que tínhamos jogo com o Belenenses e pedi-lhe para já não me levar para o jogo porque eu queria ir embora.

Qual foi a reação de Sérgio Conceição?
Não reagiu muito bem. Disse-me: “OK, muito bem, queres ir, não tenho nada a fazer”. Mas a seguir na conferência de imprensa disse que eu não queria jogar, não levei isso muito a bem, mas já passou e hoje entendo. Já não fui para Belém e viajei para a Alemanha.

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