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A casa às costas

“O Sérgio Conceição chegou ao Vitória e passámos a ter de ir para o clube às seis e meia da manhã, para ter 'coaching' com a Susana Torres”

Criado na aldeia de Travassós, em Fafe, Antonio Manuel Fernandes Mendes, ganhou o diminutivo Tomané mal nasceu, atribuído pelas enfermeiras da maternidade e que também logo lhe traçaram futuro, dizendo à sua mãe que ele iria ser jogador de futebol. Começou no futebol de 11 no Boavista, mas foi no Vitória que se fez homem e futebolista, antes de partir para a Alemanha, para fugir um pouco, confessa, às exigências de Sérgio Conceição que, apesar de tudo considera ser, senão o melhor, um dos melhores treinadores que teve

Alexandra Simões de Abreu

Carlos Rodrigues/Getty

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Nasceu em Guimarães. Quem são os seus pais?
O meu pai chama-se Manuel Oliveira Mendes e era polícia, da brigada de trânsito. Está reformado. A minha mãe é auxiliar num centro de dia de idosos, e chama-se Maria Esmeraldina. E tenho um irmão mais velho seis anos, o Marco, que está em França há muitos anos.

Cresceu em Fafe?
Eu sou natural de Travassós, que é uma aldeia de Fafe. Os meus avós, principalmente a minha avó, trabalharam sempre na agricultura, e vivi sempre numa casa rodeado de animais e dos campos.

Era um puto traquina ou calmo?
Eu não tenho muito boa memória [risos]. Aquilo que me dizem, é que era um bocadinho difícil, fazia muitas asneiras. Passei a minha infância com o meu irmão, muitas das vezes sozinhos, porque os meus pais tinham de trabalhar. Ficávamos com os meus avós, que foram praticamente quem nos criou. E, dois miúdos sozinhos, apesar da diferença de idade, fazíamos muitas asneiras.

Há alguma que se recorde ou que seja mais contada em família?
O meu irmão conta uma, que é muito grave, mas eu nem me lembro. Ele tinha um gato, os meus avós tinham vários animais e as nossas brincadeiras eram com os animais. E uma vez eu atei uma cordazinha a uma caixa da fruta e depois meti a corda no pescoço do gato. Porque os gatos se tiverem alguma coisa atrás deles correm muito, e eu achei que aquilo ia ser divertido, vê-lo a correr. Só que infelizmente, o gato acabou por falecer porque ao correr, a corda apertou tanto que sufocou. Ou seja, o gato fez aquilo que eu queria, que foi correr e fazer barulho. Mas claro que eu não queria que ele morresse. Aliás, eu nem me lembro, o meu irmão é que diz que que eu acabei por matar o gato sem querer. Tenho mais histórias, por exemplo, a minha mãe tinha coelhos e eu lavava os coelhos com água [risos]. Coisas assim.

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